Todos temos nos espantado com um fato aritmético curioso apontado por várias fontes com interpretações místicas, exotéricas, criando um “frisson” generalizado. O fato se origina na estranha “coincidência” de que, se somarmos nossa idade atual com os dois dígitos finais do ano do nosso nascimento, obteremos sempre e invariavelmente a soma de 111.              

Entretanto, escapou uma progressão desse cálculo. Se somarmos nossa idade atual ao número integral do ano do nosso nascimento, lógico que somará 2011. Até aí, como estamos em 2011, nada de anormal. E assim será sucessivamente no ano que vem e por em diante. Mas também passará a ser o número seguinte à centena misteriosa que ocupa tantas cabeças mirabolantes, ou seja, invés de 111, em 2012, o total será 112 e assim consecutivamente.            

Ora, se estivesse vivo alguém nascido em 1895, por exemplo, teria hoje 116 anos, e somando-se 1 às dezenas do ano à idade, teríamos mais uma vez (hoje) 211, ou seja, onze como dezena final, e no ano que vem, 212, para todos. Ora, e se somarmos o ano todo do nascimento à idade, teremos o ano de 2011, o atual.         

A mística não está na aritmética. Está no número 111, ao qual associamos valores cabalísticos de significado. Nada mais nada menos. Prende-se dizer que isso quer dizer que “somos todos parte integrante do universo”. E que novidade há nisso?        

Com esse resultado, este ano os esotéricos dizem que teremos várias ocasiões em que se manifestarão diversos portais energéticos que nos conduzirão a uma maior conscientização de nós mesmos, da nossa unidade com o cosmos, etc., sempre que a data resultar aritmeticamente em 1-11-111. Tivemos inicialmente o primeiro dia do ano: 1-1-11, e teremos ainda o dia 11-11-11, onze de novembro próximo, data em que se preconiza haverá uma grande tempestade solar com conseqüências singulares e inéditas.        

Também tivemos o dia 11-1-11, associado com o Caminho do Guerreiro Pacífico de Millman. E tivemos nesse dia realmente uma tempestade incomum solar, mas pelo visto ainda ficamos a salvo de ficarmos torrados.        

Por trás disso tudo, precisamos nos lembrar que fica nítido o conceito de que “nós criamos a nossa realidade e vemos ou sentimos as coisas que queremos ver e sentir, e que com isso, as criamos, trazemos à realidade”.        

Pela própria sucessão de fatos atuais no cenário mundial e no estágio evolutivo (ou involutivo) de nossa espécie como um todo, sem dúvida o ano de 2011 será singular, até por se tratar da esperada véspera de Dezembro de 2012. E se quisermos brincar com os números, a aparição de Nibiru está projetada para 21 (invertido é 12) de Dezembro (12) de 2012. Precisa mais?        

Ora. Com o clima psicológico gerado pela expectativa de uma visitação, não mais um mero contato, de extraterrestres, estamos todos “ouriçados” e naturalmente temerosos, o que é ainda mais aumentado, o terror, pelas notícias desencontradas a respeito do assunto inclusive das catástrofes previstas, das medidas de defesa e agressão militar no espaço, dos abrigos subterrâneos e da filmografia apocalíptica tipo 2012.         

Podem tais fatos acontecer? Com certeza. Podemos fazer algo a respeito? Pouco. Mas o que poderíamos estar fazendo ninguém realmente fala. Não é só correr para abrigos. É principalmente fazer as pazes conosco mesmos, que ninguém se preocupa em fazer, (risos).        

Dizem os místicos que o ano atual, essa véspera, é o ano em que teremos que enfrentar e optar entre a Luz como símbolo do Esclarecimento Espiritual, e a Escuridão, ou seja, as conseqüências da ignorância e da ignomínia.         

Se parássemos para pensar direito, veríamos que fazemos isso diariamente em nosso cotidiano independente de acreditarmos ou haver extraterrestres, abduções, discos-voadores ou catástrofes pela frente. A vida diária com as complicações que nós mesmos criamos já é uma constante luta para nos equilibrarmos na corda bamba entre a Serenidade resignada e a Ira incontida diante da nossa impotência perante as situações que nos oprimem, que nos constrangem, que nos limitam.        

Falamos em liberdade e destino na mesma frase como se fossem sentenças peremptórias. Mas não compreendemos que nenhuma das duas vai além da realidade que criamos sob essas palavras, dos conceitos que lhes atribuímos.          Não somos capazes de conciliar nossos espíritos com as nossas memórias Akássicas, ou seja, com a consciência inata das células que nos deram origem, que nos lembram que temos um lugar de origem e que aqui temos uma tarefa a cumprir dentro da forma que assumimos.        

Então é mais fácil fugirmos pela tangente e nos ocultarmos na ideia esotérica de que o 111 manifesta a energia primal do Cosmos da qual derivamos e evoluímos. Como dizem os mais complicados pseudo-exo acadêmicos: esse número seria o nexo de união entre a realidade quântica e a linear (em que existimos conscientemente), sendo, portanto a expressão da harmonia na relação com o todo. Uma harmonia que infelizmente ansiamos por alcançar, mas não a nutrimos, não a fomentamos, não a cultivamos. Pode um destino ser culpado disso? Ou não compreendemos que não sabemos usar a nossa liberdade para criar uma realidade contrária à nossa ansiedade? Que somos nós mesmos que andamos na contramão do que buscamos?        

Aliás, buscadores não faltam. O que falta são os que encontram o que buscam. Porque? Porque buscam chifres em cabeças de cavalo e quando encontram o que não queriam encontrar, não se conformam e começam a tergiversar, inventar uma realidade que não é a “real”.         

O princípio da existência de tudo e todas as formas no Universo é a materialização na matéria da consciência cósmica, cujos caminhos passam pela diversidade para encontrar a melhor forma e a mais apta a se reunir, ou como querem os religiosos, “religar” à sua essência de origem, ou seja, será que queremos realmente então a desmaterialização para voltar a integrar a energia criadora?  

Somos a contradição manifesta

 Seja em 2011 ou 2012, o fato é que precisamos decidir o que realmente queremos criar, gerar, acreditar, e que caminhos desejamos percorrer. Temos todos os atributos e meios, mas teríamos que primeiro limpar nossa própria casa interior, depois organizar nossa casa exterior, para merecermos alçar nossas asas para outras dimensões mais elevadas (como esperamos que elas sejam) ou então em outra forma mais equilibrada mental e espiritualmente, para fazer esse mundo ser aquele “mundo melhor” que queremos.        

Astrologia, numerologia, tarô, não adivinham nem prevêem. Podem sim, nos instrumentalizar para que sejamos mais conscientes e coerentes na nossa forma de escolher, buscar as metas que acreditamos serem as nossas. E assim, realmente contribuir para que o mundo seja melhor.        

O número 111, seja qual for o valor real de sua vibração, pelo menos ajudou a nos despertar para isso. Então aproveitemos essa vibração e vamos dar um passo para a frente.  

São Paulo, 02-02-2011 (Aliás igual a 2-2-2-2, hehehehe fazendo uma forcinha). 

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